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Valter Patriani

Ele conta como o ABC o ajudou a se tornar vice-presidente da maior rede de varejo e franquias de turismo no Brasil

Ele é vice-presidente de Produtos, Vendas e Marketing da CVC. Oriundo de Novo Horizonte – interior de São Paulo, Valter Patriani conta que sua relação com o Grande ABC vem de longa data. Ainda menino mudou-se com os pais para São Caetano do Sul, cidade onde cresceu e fez boa parte de sua carreira. Embora resida atualmente em São Paulo, o empresário afirma que tem um carinho muito especial pela região que o acolheu tão bem, onde desenvolveu sua carreira profissional e atua até hoje”.
Aos 56 anos. Valter é pai de Bruno e Gabriel Patriani e casado há um ano com Claudete Dimei Patriani. Filho de pai comerciante e mãe dona de casa, na entrevista a seguir ele conta como passou de office-boy, em uma loja Varig, ao funcionário mais antigo e presidente da CVC – maior rede de varejo e franquias de turismo no Brasil.
Patriani resume uma história de 43 anos de sucesso no ramo ao trabalho árduo, e deixa um recado para os leitores da MercNews: “Trabalhar incansavelmente e ter um time de aliados ao seu lado é fundamental, pois sozinho ninguém chega a lugar nenhum”.

Por Marianna Fanti

MercNews – Conte como começou sua carreira e qual foi seu primeiro emprego.
Valter Patriani – Na verdade, ainda muito jovem, meu primeiro emprego foi trabalhar em uma banca de jornal. Acordava bem cedo e distribuía os exemplares pela vizinhança. Depois ingressei no segmento de turismo como office-boy na loja da Varig de São Caetano, onde, mais tarde, aprendi sobre tarifas e emissões aéreas. Após dois anos, já com a experiência no setor, fui trabalhar como emissor nacional e internacional na MB Turismo, também em São Caetano, onde também permaneci por dois anos.

MN – Como entrou na CVC?
VP – Foi em 1978. A CVC nasceu em 1972 e, pela experiência que eu já tinha obtido como emissor, o fundador da CVC, Guilherme Paulus, me chamou. Ele precisava de profissional que conhecesse o setor aéreo, pois, naquela época, a operadora só trabalhava com turismo rodoviário. Um amigo em comum, o Clemente Balestra, me apresentou ao Guilherme e, então, acabei sendo contratado. Até então, sou o funcionário mais antigo da empresa. Entrei na CVC para cuidar da emissão aérea, mas logo passei para Vendas, setor no qual desenvolvi minha carreira nesses anos. Minha atividade, naquela época, era desenvolver vendas de pacotes rodoviários junto a grêmios e clubes de funcionários e, como na região do ABC havia muitas indústrias, logo conseguimos obter sucesso e gerar crescimento para a CVC.

MN – Como chegou ao posto que ocupa hoje?
VP – Junto com o Guilherme fui ampliando a atuação e as vendas da CVC e, aos poucos, também fui sendo promovido. De diretor de Vendas passei a vice-presidente de Vendas e depois, de 2007 a 2011, fui presidente. Ausentei-me da companhia por dois anos, quando fui desenvolver negócios em outro setor, embora tivesse permanecido como consultor estratégico da CVC. Em 2013 retornei à companhia, depois de um convite do Guilherme e do Luiz Eduardo Falco, atual presidente, para comandar novamente os departamentos de Vendas, Produtos e Marketing da CVC, como vice-presidente.

MN – Quais foram as principais dificuldades?
VP – É difícil apontar uma ou duas dificuldades em particular. Como todo momento de mercado, cada época tem a sua dificuldade. A história de 43 anos da CVC é marcada pela superação de desafios, pelo sucesso e pela rapidez com que a companhia sempre se adaptou a cada momento do mercado. No âmbito econômico, só para ter uma ideia, a CVC passou por mais de 20 trocas de moedas ou planos econômicos e, desde então, vem se fortalecendo e consolidando sua atuação como única empresa de turismo presente em todos os Estados brasileiros e a maior rede de varejo e franquias de turismo no Brasil, estando ainda entre as cinco maiores operadoras de turismo do mundo.

MN – Comente sobre os desafios de ocupar o cargo de vice-presidente de uma mega companhia com a CVC.
VP – O dia a dia é bastante dinâmico, não poderia ser diferente. Trabalho pelo menos 12 horas por dia e sou realmente apaixonado pelo que faço e os desafios são diários. A equipe CVC é enorme, está espalhada em todo o Brasil e posso dizer que temos um time de primeira linha. São pelo menos oito mil colaboradores, entre diretos e indiretos, que estão em nossas lojas franqueadas ou nos destinos turísticos, com a missão diária de bem receber o nosso cliente, de realizar o sonho da viagem e superar as expectativas desta entrega de valor, de forma que o produto caiba no bolso do cliente. Ou seja, os desafios são constantes e diários.

MN – Atualmente o País enfrenta uma crise sem precedentes. Como se comporta o ramo do turismo em meio a esta situação, e o que esperar do mercado? Com vasta experiência no mercado, arriscaria uma previsão?
VP – A CVC é a única empresa do setor com capital aberto na Bolsa de Valores e, por isso, os nossos resultados são públicos e mostram que, apesar das adversidades da economia, a companhia cresce – em 2015, por exemplo, crescemos 6% em vendas e crescemos 12% em número de passageiros embarcados, se comparado a 2014. Ao longo de 2015, embarcamos 3,8 milhões de clientes em viagens de lazer, o que significa dizer que tivemos de embarcar quase meio milhão a mais de clientes em relação a 2014, para alcançar esses resultados. Isto também mostra que o trabalhador brasileiro já se habituou a viajar de férias e encara a viagem como merecimento e, independente da situação, não deixa de viajar – faz adaptações para colocar a viagem na cesta de consumo. Os resultados da CVC também mostram, por outro lado, a assertividade da equipe e da gestão em adotar estratégias para o atual momento de mercado.

MN – Quais conselhos dá aos novatos que pretendem ingressar em uma carreira similar?
VP – Que se dediquem em conhecer muito bem os anseios dos consumidores e a dinâmica do mercado, o que é fundamental como ponto de partida.

MN – Qual o segredo para tanto sucesso?
VP – Trabalhar incansavelmente e ter um time de aliados ao seu lado, pois sozinho ninguém chega a lugar nenhum.

RAIO-X DA LÍDER | CVC – TURISMO E LAZER EM ALTA

A companhia, que iniciou suas atividades com excursões rodoviárias em 1972, está fazendo história no turismo e nos negócios:

• Atua em todas as frentes do turismo: aéreo, rodoviário e terrestre, com pacotes já formatados ou que podem ser customizados. Além de pacotes de viagens, vende bilhetes aéreos, diárias de hospedagem, locação de carros, ingressos para parques, passeios, seguro viagem, entre outros serviços e produtos de turismo
• Embarca 3,8 milhões de passageiros por ano (resultado de 2015), o que equivale a dizer que a CVC embarca mais de 10 mil brasileiros por dia (ou que lota 50 aeronaves todo dia na ida e todo dia na volta), em todo o Brasil, sendo que a maioria (65%) desembarca em algum destino turístico dentro do Brasil e o restante (35%) para o exterior
• Tem 8.000 colaboradores diretos e indiretos
• Atua com o conceito multicanal de vendas: canal de venda física (lojas franqueadas e multimarcas) e canal on-line (www.cvc.com.br)
• É a maior rede de varejo do segmento do turismo nas Américas: conta com mais de 7.000 pontos-de-venda (das quais, 1.004 lojas franqueadas no Brasil e em todos os Estados + canal de venda on-line + 6.500 agências multimarcas credenciadas no Brasil)
• Suas lojas estão presentes em mais de 350 cidades do Brasil e em todos os Estados
• Opera mais de 1.000 destinos turísticos do Brasil e do mundo
• Fatura R$ 5,2 bilhões por ano (resultado de 2015)
• Em 2015, também estreou em novas frentes do turismo: criou uma unidade de negócios em sua operadora, focada em Viagens de Intercâmbio – Cursos no Exterior, que oferece viagens de estudo de pelo menos 7 idiomas, em diferentes níveis de conhecimento do idioma. São opções que podem ser combinadas com as viagens de férias, em cursos a partir de uma semana de duração;
• Em 2015, o Grupo CVC fez, ainda, duas aquisições importantes: adquiriu 100% do Submarino Viagens (importante player que atua no segmento de turismo on-line) e adquiriu 51% da Rextur Advance, empresa líder na consolidação de bilhetes aéreos, o que permitiu a entrada da CVC no segmento de Turismo Corporativo. As duas aquisições atuam de forma independente da operadora CVC e, somada as três empresas, o Grupo CVC movimentou R$ 8,6 bilhões em reservas confirmadas em 2015.

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