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Jaime Guedes

Ele tem o dom de educar e administrar

Ele é administrador de empresas, com curso técnico em Contabilidade, embora seja mais conhecido pela atuação na área educacional, na qual atua há mais de 30 anos, tendo passado por diversas instituições de ensino como a Faculdade Senador Fláquer de Santo André, Faculdades Associadas do Ipiranga, Unicastelo de São Paulo, no pós da Fundação Santo André e na FMABC por dois anos como assessor da presidência da FUABC e seis como secretário executivo da FUABC.
Atualmente, Jaime dedica-se ao curso de pós-graduação na área de Gestão, da Universidade São Caetano do Sul (USCS). Proprietário da Guedes Consultoria, ele conta que iniciou sua empresa há 22 anos, assim que deixou a Scania do Brasil, para assumir a função de diretor na Faculdade Senador Fláquer. Consolidado e renomado na área, o escritório oferece diversos serviços contábeis, como contabilidae, abertura e encerramento de empresa, auditoria, etc, embora sua especialidade seja em empresas de médio e grande porte, portanto focadas na consultoria educacional, financeira e de custos. Hoje, Jaime tem a felicidade de contar no escritório com a presença dos filhos: Camila, que é sua sócia, e Victor, que está cursando Contabilidade, e atuando como colaborador, para adquirir experiência.
À parte o lado profissional, o contador também se dedica à filantropia; aliás, desde os 16 anos de idade, Jaime participa de ações sociais. Em 2001 tornou-se rotariano, integrando o Rotary Clube de Santo André, clube pelo qual foi eleito presidente para o ano rotário 2017-2018.

Por Mariana Fanti

MercNews – Antes de tudo o senhor é um educador. Conte como iniciou sua carreira? Em quais lugares trabalhou?
Jaime Guedes – Sou mais conhecido como educador, afinal atuo há mais de 30 anos na área educacional. Tenho experiência em todas as fases da Educação. Comecei como professor, depois chefe de departamento, coordenador, representante dos professores, diretor, pró-reitor e finalmente gestor educacional. Trabalhei nas Faculdades Senador Flaquer de Santo André, Faculdades Associadas do Ipiranga, na Unicastelo de São Paulo, na Fundação Santo André, na Fundação ABC e atualmente na pós-graduação da USCS (Universidade de São Caetano do Sul). Elaborei projetos que trouxeram vantagens tanto para os alunos como para as instituições, tais como o projeto escola-empresa, pelo qual participaram grandes corporações como Volkswagen, General Motors, Mercedes Benz, que assinaram parcerias, na época.

MN – E qual era o papel destas empresas?
JG – Por meio das parcerias, as empresas participavam na elaboração dos currículos junto com os docentes da instituição e também ofereciam bolsas aos funcionários – parte paga pela empresa, parte concedida pela instituição de ensino. A divulgação destes convênios na área educacional permitiu que eu viesse a ter uma grande visibilidade. Mas, na realidade, antes de ser professor eu exercia outras profissões. No ensino médio escolhi o curso de Técnico em Contabilidade e, no ensino superior, Administração. Trabalho desde os meus 14 anos e, por coisas da vida, sempre nestas áreas de Administração e Contabilidade. Trabalhei por 12 anos na Volkswagen do Brasil, na área contábil/financeira, depois mais oito anos na Scania do Brasil, também na mesma área, e essas experiências me foram úteis, tanto para a educação como para o meu empreendimento, a Guedes Consultoria.

MN – Há quanto tempo o senhor montou a Guedes Consultoria?
JG – Iniciei a empresa em 1994, quando deixei a Scania do Brasil para assumir a função de diretor na Faculdade Senador Fláquer. Sempre executei mais que uma atividade ao mesmo tempo, desde meus 16 anos, e vi a possibilidade de continuar nas minhas profissões de contador e administrador, mantendo em paralelo minhas funções gerenciais, na Educação. Comecei a Guedes utilizando minha residência como endereço, e em 2000 aluguei uma sala na rua Abílio Soares, atrás do prédio da Faculdade Senador, o que me permitia distribuir meu tempo de trabalho e executar as atividades com o zelo necessário.

MN – Quais serviços a Guedes oferece?
JG – O escritório oferece os serviços normais de Contabilidade, como abertura e encerramento de empresa, contabilidade, auditoria, etc. Por nossa experiência em grandes e médias empresas oferecemos consultoria na área educacional, financeira e de custos. Muitas empresas não têm noção de como calcular seus custos e formular seu preço; hoje, o preço já é ditado pelo mercado. Portanto, as empresas necessitam ter de forma clara seus custos fixos e variáveis, para ver se podem competir no mercado.

MN – Qual o diferencial do escritório?
JG – Nosso diferencial é tratar nossos clientes com honestidade e transparência, permitindo a eles crescimento com segurança contábil. Procuramos manter nossos clientes cientes de todas as obrigações fiscais e suas consequências. Para isto, não procuramos quantidade, mas sim qualidade. A contabilidade é igual em todos os escritórios, nosso diferencial é a atenção com que tratamos nossos clientes.

MN – Tem outras sedes? Se não, pretende ter?
JG – No momento nossas instalações nos permitem dobrar nosso atendimento, sem necessidade de aumento de espaço. Mas nosso plano é conter o número de clientes, para dar a atenção devida a cada um eles.

MN – Quantos clientes atendem hoje?
JG – Hoje temos em torno de 50 clientes, e os serviços são, na sua maioria, contábeis. Trabalhamos com a qualidade, e a quantidade vem com o tempo, pela qualidade do trabalho divulgado pelo boca a boca.

MN – Como é trabalhar lado a lado com seus filhos?
JG – Minha filha, Camila Guedes, é minha sócia e está no escritório desde 2002. Meu filho Victor Rassoul Guedes começou no ano passado, pois está cursando Contabilidade e atuando no escritório como um colaborador, para adquirir experiência. Futuramente a Guedes será deles e espero que continue existindo por muitos e muitos anos. Trabalhar em família é muito bom. Além do mais, uma conversa profissional entre pai e filhos permite cobranças que às vezes não são possíveis para um colaborador comum.

MN – Como vê o futuro do escritório?
JG – A contabilidade não muda, o que vem mudando é sua forma de apresentação e as obrigações com o governo. Hoje tudo é eletrônico, e com isso vem um cuidado maior com os números, ver qual história está contando sobre as empresas, porque a internacionalização é uma realidade, as empresas compram do mundo e vendem para o mundo. Então, a forma de apresentação da empresa, por meio da contabilidade, tem que ser muito clara e objetiva.

MN – Comente sobre os desafios enfrentados ao longo do tempo.
JG – Ser um empreendedor é muito difícil. Às vezes, por experiência adquirida ao longo do tempo, você pode dar uma resposta quase que de imediato e, neste caso, algumas pessoas não dão tanto valor, pois acham que você não precisou de muito tempo para fazer o trabalho, e é justamente o contrário. Se você não tem a bagagem necessária, dificilmente oferecerá boas respostas. São muitos impostos e obrigações, temos que nos preocupar com muitos trabalhos burocráticos para atender aos pedidos dos governos municipal, estadual e federal. Além do mais, para ter um escritório você precisa de sistemas eletrônicos caros, que precisam estar sempre atualizados. A lei brasileira é alterada constantemente, assim como as leis trabalhistas e fiscais.

MN – Como o senhor vê o mercado da consultoria no Brasil?
JG – A consultoria é um investimento. Quando você procura uma (consultoria) é porque você não se encontra, naquele momento, preparado ou em dúvida, para as tomadas de decisões necessárias. Com o mercado retraído, empresas que precisariam de consultorias não as têm, por falta de dinheiro. Muitas empresas não têm gestão profissional, pois, quando estão lucrando acreditam que não precisam de profissionais para aconselhá-los, mas o tempo mostrará esta necessidade. A consultoria tem muito a crescer e as pessoas perceberão a necessidade dos consultores, até mesmo antes da abertura nos negócios.

MN – Poderia citar mudanças, avanços e crescimento que ocorreram ao longo desses ultimos 20 anos?
JG – Ao longo desses anos houve muitas mudanças. Quando começamos, a sede era alugada e tínhamos um único funcionário. Hoje adquirimos a sede, temos mais de 50 clientes, sistemas implantados, solidificados e agora é só manter tudo sob controle para que a empresa exista por muito tempo, se Deus quiser.

MN – Voltando ao ensino. Hoje o senhor é professor de Finanças em um curso de pós-graduação. Qual o seu maior desafio enquanto mestre? E como o senhor vê a educação, hoje, inclusive com as mudanças que estão sendo estimadas?
JG – Hoje me dedico ao curso de pós-graduação na área de Gestão, da USCS. A educação com participação das empresas privadas sempre foi um negócio, mas agora virou um negócio mais profissional, com ações na Bolsa de Valores e acionistas esperando lucrar; então, o número de empresas atuando no mercado tem reduzido. Apenas grandes grupos educacionais conseguem valores para financiar seu crescimento, na Bolsa de Valores. Então, o caminho é a padronização do ensino, dos procedimentos e a constante busca por melhores resultados financeiros, e nem sempre educacionais.

MN – O senhor também atua em causas sociais. Faz parte de quais instituições? Há quanto tempo? O que o voluntariado representa em sua vida?
JG – Trabalho com voluntariado mesmo antes de saber o significado desta palavra. Aos 16 anos montei o coral de minha igreja, visitávamos hospitais, creches, asilos, fazíamos campanha do agasalho, etc. Desde então, sempre participei de ações sociais. Fiz parte do Grêmio da Scania, gerido pelos próprios funcionários e sem fins lucrativos; em 2001 tornei-me rotariano, no Rotary Clube de Santo André, onde conheci pessoas de nossa sociedade, empresários, profissionais liberais, professores, enfim, diversas pessoas que se reúnem às quintas-feiras, para trocar experiências e trabalhar em projetos sociais.

MN – O Rotary tem muitos projetos?
JG – Nosso clube é muito participativo e ao longo do tempo desenvolvemos grandes projetos. Hoje, nosso clube encabeça projetos de grande sucesso como a Casa da Esperança – especializada em imagens – e que atende a comunidade do ABC, com equipamentos moderníssimos e um atendimento humanitário sem precedentes; temos o Patrulheiro Mirim – projeto para jovens a partir de 16 anos que recebem educação e o direcionamento para seu primeiro emprego. Direcionamos esses jovens ao mercado de trabalho, dando retaguarda a eles e às empresas, que são obrigadas a mantê-los como aprendizes; o Rotary também faz a gestão da APAE Santo André, auxiliando a Prefeitura no recebimento e atendimento de crianças excepcionais. E o último é o programa social Projeto Crescer, que leva o nome fantasia de Casa Ronald McDonald do ABC, da qual fui presidente no período de 2012 a 2015. A Casa dá atendimento a crianças com câncer, e hoje acolhe 23 famílias, oferecendo serviço de hospitalidade com 23 suítes, cozinha, área de lazer, lavanderia, etc. É muito bom poder ajudar. E quando você se junta a um grupo tão seleto e dedicado à prestação de serviços gratuitos, isso nos dá a sensação de que estamos fazendo nossa parte.

MN – Sabemos que o senhor é sanfoneiro e tecladista. É hobby? Qual o significado da música na sua vida?
JG – Meus pais são mineiros, eu sou o filho mais velho. O sonho dos meus pais era ter uma dupla caipira na família, pelo que, quando eu tinha oito anos, meu pai me comprou uma sanfona; mas, estudei apenas seis meses. Então, toco apenas “de ouvido”, como se diz no popular, mas já participei de muitas festas onde toquei por horas a fio. Sou sanfoneiro, tecladista e arranho um violão. Inclusive nasci no Dia do Músico (22/11), acho que está no sangue e faço com prazer.

Guedes Consultoria
Sediada na rua Abílio Soares, 261, sala 72, Centro, Santo André, a Guedes Consultoria atende de segunda a sexta-feira, das 9h às 18 horas.
Mais informações pelo site
www.guedesconsultoria.com.br

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