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Na Nova Zelândia, turismo para todos os gostos e estilos

Paisagens cênicas, atividades de aventura, cultura Maori e premiados vinhos são alguns atrativos do país da Oceania

 

Localizada no sudeste do Oceano Pacífico, cerca de 1.600 quilômetros do sudeste da Ásia após o mar da Tasmânia e a aproximadamente mil quilômetros ao sul das ilhas do Pacífico como Nova Caledônia, Fiji e Tonga, a Nova Zelândia é composta por duas ilhas principais, as Ilhas Norte e Sul, e algumas ilhas menores. Com área semelhante ao Estado do Rio Grande do Sul, o país atrai turistas do mundo todo com sua diversidade de paisagens. Montanhas, florestas, lagos, rios, praias, vulcões, geleiras e geiseres, além de animais endêmicos à região – como o kiwi, pássaro nativo que empresta o nome aos neozelandeses –compõem o cenário.
Tal variedade de paisagens se reflete nas atividades que o visitante pode experimentar no país: surf, mergulho e passeios de caiaque em praias de água cristalina; esqui, snowboarding e voos de helicóptero sobre geleiras; caminhadas sobre vulcões ativos e passeios de bicicleta em trilhas espalhadas pelo país. A variação climática também influencia na variedade de vinhos produzidos no país, sendo o mais conhecido o Sauvignon Blanc.
Enfim, a Nova Zelândia oferece roteiros para todos os gostos e estilos de viajantes, com opções para quem busca luxo, experiências gastronômicas ou turismo de aventura.

Ilha Norte

Maior cidade do país e também a porta de entrada para a maioria dos turistas internacionais, Auckland, que é banhada pelo belo Golfo de Hauraki, também é conhecida como a ‘cidade das velas’, por ter a maior quantidade de barcos per capita do mundo. Para quem busca aventura, a cidade oferece duas opções radicais, como o Auckland Bridge Bungy, no qual o visitante pula de bungy-jump de sua icônica ponte, em mar aberto, a uma altura de 47 metros. Os menos aventureiros podem escolher a opção “climb” para andar pela estrutura, conhecer a história da construção e chegar ao topo, acima da pista dos carros. Já complexo SkyCity, além de atividades radicais, oferece diversos bares e restaurantes. As opções incluem um salto de bungy ou uma caminhada ao redor de uma plataforma no alto da torre – o passeio é conhecido como Sky Walk. Auckland também oferece ótimas opções gastronômicas, como o The Sugar Club, do chef kiwi Peter Gordon, Depot e The Federal, de Al Brown, e Milse – um restaurante especializado em sobremesas.
Mas, a Ilha Norte oferece muitas outras opções, como as terras exuberantes da região de Waikato. Famosa pela produção leiteira, é fácil entender por qual motivo estes pastos e colinas verdejantes foram escolhidos para retratar O Condado nas trilogias “O Senhor dos Aneis” e “O Hobbit”. Os fãs da Terra-Média podem visitar o Hobbiton Movie Set em um tour guiado por 44 tocas de hobbit, incluindo Bag End (a casa de Bilbo). No passeio, é possível ouvir fascinantes relatos sobre como tudo foi criado.
Há ainda Rotorua, famosa pelo leve odor de enxofre no ar e o vapor que escapa do solo. Em Hell’s Gate é possível aproveitar os banhos de lama e de água termal rica em minerais, além de passear pela reserva e conhecer os impressionantes lagos fumegantes. A cidade também é conhecida pela presença pulsante da cultura maori. No Te Puia, é possível conhecer de perto os hábitos dos primeiros habitantes da região, com apresentações de danças de guerra, e experimentar o tradicional “hangi”, banquete típico preparado debaixo da terra.
Considerada a capital da aventura na Ilha Norte, Rotorua oferece ainda diversas opções de atividades radicais.
No centro da Ilha Norte, o parque abriga os vulcões Tongariro, Ngauruhoe e Ruapehu. É possível atravessar o vulcão Tongariro em uma caminhada de um dia – uma das mais belas das “Grandes Caminhadas” da Nova Zelândia –, passando por lagos de cor esmeralda e paisagens vulcânicas que serviram de locação para os filmes da trilogia “O Senhor dos Aneis”.
Sobre Wellington, diz a lenda que ostenta mais cafeterias per capita que Nova York. A cidade também tem uma vida cultural intensa, com galerias de arte e o Te Papa, museu nacional da Nova Zelândia. Fã dos filmes de Sir. Peter Jackson? Na cidade, é possível visitar a Weta Cave, onde o turista pode desvendar o processo de produção dos filmes das séries “Os Senhor dos Aneis”, “O Hobbit”, entre outros.

Ilha Sul

Na ilha sul, o Nelson Tasman and Marlborough é o menor e talvez o mais querido parque nacional do país. Não é para menos: localizado na região de Malborough, no topo da Ilha Sul – também conhecida pela produção de ótimos vinhos Sauvignon Blanc – e próximo à cidade de Nelson, o parque reúne praias de areia branca, águas cristalinas e floresta nativa que podem ser explorados a pé, em passeios de barco, de caiaque ou de bicicleta.
Já a região de Canterbury combina amplas planícies, montanhas e lagos azul-turquesa. Porta de entrada para a Ilha Sul, quanto a Christchurch, a cidade é moderna, em rápida transformação e reúne variadas opções para o turista. É possível também passear de barco a jato pelo Waimakariri River ou aproveitar as trilhas de Port Hills a pé, de bicicleta ou carro, para admirar as paisagens impressionantes da cidade e da costa. Se a ideia é sair de Christchurch em direção ao sul, vale a pena alcançar os Southern Alps, onde está localizado o Mt. Cook, maior pico da Nova Zelândia, e o extraordinário lago azul-turquesa Lake Tekapo, que pode ser explorado por terra ou em voos panorâmicos.
Uma visita às geleiras de Franz Josef e Fox, na costa oeste da Ilha Sul, proporciona ao visitante um retorno à ‘era de gelo’, com um plus: as caminhadas pelas geleiras são acessíveis. O clima temperado e a baixa altitude ajudam os menos experientes nas trilhas no gelo. Também é possível explorar a região a partir de viagens de helicóptero.
Considerada a capital de aventura da ilha sul, Queenstown, localizada às margens do lago de águas cristalinas Wakatipu. Envolta por cadeias de montanhas nevadas no inverno, época em que turistas e ‘kiwis’ lotam as estações de esqui da região, já no verão, é comum ver piqueniques e banhistas na beira do lago, apreciando o sol e a belíssima paisagem. Ou seja, não importando a estação, uma variável é constante: a oferta de esportes de aventura – o bungy jump foi criado na ponte Kawarau, próxima à cidade, em 1988, onde hoje funciona o AJ Kackett Bungy – e ótima gastronomia. Partindo da cidade também é possível conhecer outras das principais atrações do país, como os Milford Sounds, que integram o parque nacional Fiordland, o maior do país.

Terra do vinho…

Em 1973, quando as primeiras videiras da Sauvignon Blanc foram plantadas na região de Marlborough, no extremo norte da Ilha Sul da Nova Zelândia, ninguém poderia imaginar o sucesso que suas uvas fariam algumas décadas mais tarde. Os sabores marcantes da sauvignon blanc neozelandesa deslumbraram críticos de todo o mundo e, pouco a pouco, ela tornou-se referência internacional. Porém, aficionados pela bebida também podem explorar outras variedades de uva da Nova Zelândia. Na Ilha Norte, por exemplo, são produzidos tintos encorpados, a exemplo do merlot. Já a região de Auckland, maior cidade do país, destaca-se pela produção de cabernet sauvignon. Waikato, Bay of Plenty, Gisborne e Hawke’s produzem bons chardonnays. De Nelson e Canterbury saem chardonnay, pinot noir e riesling. Em Wairapapa e Central Otago, o foco é a uva pinot noir.
Hoje há mais de 500 vinícolas na Nova Zelândia, tendo Austrália, Reino Unido e os Estados Unidos entres os principais consumidores. A indústria do vinho contribuiu com mais de $1,5 bilhão (em dólares neozelandeses) para a economia nacional e emprega 16.500 funcionários. Mas, enfim, se a ideia for conhecer um pouco de tudo, a sugestão é circular pela Classic New Zealand Wine Trail (www.wellingtonnz.com/classic-new-zealand-wine-trail), com distância total de 380 km. A Rota do Vinho pode ser facilmente percorrida de carro e é ideal para aqueles que procuram um caminho fora do comum. A viagem passa pela capital Wellington e por três das regiões mais interessantes do país: Hawke’s Bay, Wairarapa e Marlborough.

… e acomodações de luxo

Três propriedades luxuosas da Nova Zelândia foram incluídas na lista dos vinte melhores refúgios de férias do mundo, de acordo com o Hideaway Report, o Otahuna Lodge, o Huka Lodge e o Blanket Bay. Mas, a Nova Zelândia conta com opções excelentes no turismo de luxo e oferece infraestrutura e serviços que garantem tudo o que é necessário para uma experiência de primeira linha – além de toda a paz, privacidade e segurança – em um destino que impressiona pelas paisagens cinematrográficas.
Para quem, além de todo o glamour encontrado, ainda por cima é praticante de golfe, o The Farm at Cape Kidnappers, Hawke’s Bay, classificado na 20ª posição entre os melhores resorts de golfe na lista de Andrew Harper, é um estabelecimento luxuoso e premiado, com pista de golfe par 71, utilizada para campeonatos mundiais e localizada em uma península escarpada de frente para o Oceano Pacífico. Aliás, a pista de golfe criada por Tom Doak, em Cape Kidnappers, é perfeita para hóspedes mais corajosos por ter trajeto desafiador, com ravinas profundas.
A região de Hawke’s Bay, no litoral leste da Ilha Norte, é ainda um dos melhores destinos da Nova Zelândia para quem tem interesse em gastronomia e na produção de vinhos.

Informações gerais

Quando ir De outubro a abril é a melhor época para uma viagem de turismo em geral. De dezembro a fevereiro é o alto verão e uma das épocas mais populares para se conhecer as belas paisagens da Nova Zelândia. Para uma viagem focada em ski e neve, o inverno é entre julho e setembro.

Distância – Atualmente, o Brasil não tem voos diretos. A Air New Zealand faz conexões do Brasil para a Nova Zelândia, via Buenos Aires; Quantas e Latam voam via Santiago.
População – A população de 4,5 milhões de habitantes faz com que a Nova Zelândia tenha uma paisagem limpa e sem multidão.

Habitantes – As culturas Māori (indígenas da Nova Zelândia), europeia, pacífica e asiática se misturam e tornam o país uma nação diversa. A população que mora na Nova Zelândia é chamada de “kiwi”, referência a um pássaro nativo que se tornou um símbolo nacional.

Língua – Inglês é o idioma predominantemente falado na Nova Zelândia. Mas a língua de Te Reo Māori também é falada.

Clima – A Nova Zelândia tem um clima diverso que varia conforme as ilhas e a região. A Costa Oeste, na Ilha Sul, é conhecida pelas chuvas intensas. Cantebury e Otago Central, na mesma ilha, são regiões onde predomina o clima seco. Northland, no topo da Ilha Norte, é sub-tropical.

Estações – O verão vai de dezembro a fevereiro e é a melhor época para aproveitar as maravilhosas praias e atividades ao ar livre. O inverno é de junho a agosto, com neve nas montanhas que oferecem algumas das melhoras pistas de ski do mundo. A primavera vai de março a junho e o outono de setembro a novembro.

Estadia – A Nova Zelândia é um país compacto, mas com muito para se ver e fazer. Para uma experiência mais completa, o ideal é separar de duas a três noites por região. O mínimo de dias recomendados são 10 noites.

Textos I-tour Representação
Créditos de fotos I-tour.

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