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Sempre é Carnaval

No momento de incertezas, desgraças, temporais, acidentes, Lava Jato e tudo o mais que vivenciamos nestes tempos, sem contar com a estupidez e ignorância de uma grande parcela dos habitantes deste planeta, que parece insistir em desafiar o Universo para provar não sei o quê, às custas daqueles que ainda acreditam neste mundo e nesta humanidade, nada melhor do que lembrar que já estamos em fevereiro e fevereiro é Carnaval.
Como saudosista que sou, repriso trecho de uma crônica que publiquei há alguns anos.

“Sempre é Carnaval, sempre é Carnaval/ Vamos embora, pessoal/ Sempre é Carnaval, sempre é Carnaval, muita alegria pessoal/ Linda morena que está comigo, na terça-feira de Carnaval, na quarta feira estará distante/ Não fique triste… porque sempre é Carnaval”.

Seguramente, esta marchinha composta por Joel de Almeida e Odilon Boschetti marcou muitos carnavais dos amigos leitores, que, a meu exemplo, viveram a época romântica do Carnaval. ‘Sempre é Carnaval’ marcou uma época e o mês de fevereiro foi institucionalizado como o do reinado de Momo e, por isto, é cantado em prosa e verso. E, neste ano, encerra com galhardia o mês.
– Mas, Claudinei! Você virou carnavalesco, agora?
– Nada disto, meu amigo, mas indiscutivelmente sempre gostei muito desta data. Não pela folia propriamente dita, mas pela alegria reinante até no mais miserável ser humano. É quando a Corte se engala com a multidão, onde Pierrôs e Colombinas se apaixonam, para tudo terminar na quarta-feira. Seria bom se sempre fosse Carnaval, não é?
Na verdade escolhi esta marchinha, que para muitos tem uma letra medíocre, mas que a mensagem que os compositores quiseram passar é muito profunda e tem tudo a ver com a nossa qualidade de vida.
Eles falam do desapego, que nada nesta vida nos pertence. Nada mesmo, nem espiritual e muito menos material. Quando aprendermos a lidar com isto que, diga-se de passagem, não é fácil, nossa qualidade de vida crescerá e muito.
Por isso, diante de uma perda, por mais dolorida que possa ser, lembre-se da canção e não fique triste… porque, afinal, sempre é Carnaval.

 

Um forte abraço e boa leitura

Claudinei Luiz

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