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O QUE FAZER – V?

Esta é a pergunta que mais tenho ouvido ultimamente e, pela quinta vez, a trago para este editorial e vale sempre reler. O que fazer quando descobrirmos que até há pouco tempo os que tínhamos como lideres transformaram-se em bandidos, quando o futuro de nossos filhos é incerto e, principalmente, quando sentimos que somos os principais culpados pela situação que nosso País se encontra, isto sem contar com o medo de sairmos à rua, com o envolvimento com drogas de nossos filhos, com a impunidade dos mandatários que observamos em nosso dia a dia, com a incapacidade de nossos governantes e órgãos públicos? Isto apenas para citar uns poucos questionamentos que afligem a nossa sociedade. Enfim, o que fazer para ser feliz – se é que a felicidade existe – ou mesmo o que fazer para subsistir?
Claro que eu gostaria de ter a resposta, mas, será que ela existe? Você, meu amigo leitor, deve estar questionando … será que o Claudinei que sempre traz, neste editorial, apenas mensagens de otimismo e de qualidade de vida está tão aborrecido com esta situação toda, que está até pondo em dúvida a existência da felicidade?
Evidentemente que não é esta a proposta, mesmo porque, para tanto, teríamos que entender a energia chamada felicidade, que embora cada vez menos entendida e desfrutada com o avanço de nosso progresso tecnológico, existe sim, e compete a cada um de nós buscar a sua forma de encontrá-la e, uma vez achada, o que fazer para segurá-la. Tom Jobim e Vinicius de Moraes, com toda a sua poesia, já cantavam: ‘tristeza não tem fim, felicidade sim. Ela é como a pluma que o vento vai levando pelo ar, voa tão leve, mas tem a vida breve, é preciso que haja vento sem parar’…
Que lindo e quanta sabedoria, pois, ser feliz é uma questão de energia, que vem de dentro para fora de cada ser humano através da busca de um equilíbrio, que independe – conforme estatísticas atuais comprovam – de conquistas materiais, porque estas, após a euforia podem ser levadas pelo vento, enquanto que o seu equilíbrio emocional é o sopro que faz com que ‘haja vento sem parar’.
Há alguns anos, mais precisamente por ocasião da virada do milênio, escrevi um artigo com o mesmo título deste editorial, no qual faço alusão à nova Era de Aquário, que estamos apenas adentrando. Evidentemente a pergunta era a mesma: O QUE FAZER com tantas barbáries, vandalismos, assassinatos cruéis, raptos, guerras, desempregos, insegurança, isto tudo em termos globais. Será que um dia vai melhorar, nesta nova Era? Infelizmente, a resposta para se vai melhorar ou não, que dei no ano em que escrevi o artigo não foi muito entusiástica, e posso dizer que ainda continua válida.
Acontece, que a transição entre Eras não é do dia para a noite, existe toda uma acomodação energética que pode demorar algumas dezenas de anos. Por isso, com certeza irá melhorar, mesmo porque a Era de Aquário é de muita paz e transcendências; contudo, não será de imediato e talvez nem dentro de nosso tempo de vida.
Então, O QUE FAZER até lá? Antes de tudo buscar o seu equilíbrio interior, criar desapego das coisas materiais – porque na maioria das vezes elas são as responsáveis pelo nosso sofrimento e dor -, encontrar a sua finalidade de vida e evoluir a sua espiritualidade. Afinal, nós estamos nesta vida por alguma razão, acredite que de graça não é.
Muito lindo, mas, COMO FAZER? Lembra-se da canção, quando diz que para se manter a felicidade há necessidade de haver vento sem parar ? Metaforicamente falando, este vento vem de dentro de nós e é medido pela capacidade de nosso sopro; portanto, tudo que temos que fazer é aumentar a nossa capacidade de respiração. Em outras palavras, aumentar o nosso autoconhecimento, participando de cursos, lendo livros afins, praticando exercícios específicos de equilíbrio energético e, principalmente, eliminar a ansiedade e a lidar com os seus afetos, aprendendo a conhecer a sua mente.
Recomendo a leitura do livro Mais Platão, menos Prozac!, de Lou Marinoff, que embora esteja longe de ser um tratado de Filosofia, dá uma boa ideia de como nos guiarmos através dela. É bom lembrar que as perguntas básicas sobre a vida já foram feitas pelos sábios filósofos há milhares de anos, tais como: Quem somos, de onde viemos e para onde vamos? Ainda encontram-se sem respostas. Por isso não queira saber tudo, mas, apenas entender que somos seres em contínuo desenvolvimento e aprendizado. E, se apenas rudimentarmente você começar a entender filosoficamente o processo chamado vida, com segurança posso dizer que você sempre saberá O QUE FAZER.
O espaço acabou e não falei nada desta edição, mas, a MercNews você já conhece e sabe que só irá encontrar coisas boas, por isto não tenho mais nada para falar.

É isso aí. Um forte abraço.

Claudinei Luiz

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