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Indignação total

Como já é de conhecimento dos leitores que acompanham os meus artigos, política não faz parte do cardápio desta revista e, particularmente por não ser um político partidário, também evito expor minhas opiniões. Nossa revista procura mostrar apenas o lado bom da vida, mesmo porque o ruim já tem muita gente mostrando.
Nos poucos artigos que escrevi sobre politica, recapitulo um publicado há 12 anos, mas que continua atualíssimo; vejam se concordam comigo:
Em minha opinião o nosso País nunca teve problemas econômicos; na verdade, somos um País rico e abençoado por Deus – apenas quem conhece o exterior pode avaliar o que quero dizer – somos um povo cordato e com um poder de adaptação fantástico, a ponto de aguentar e sobreviver a todas as intempéries causadas pelos nossos políticos. Não temos terremotos nem tufões, mas em contrapartida fomos agraciados com “eles”. Realmente não temos problemas econômicos, pois, mesmo pagando uma das maiores taxas de juros do mundo e recolhendo os maiores impostos, graças ao brio e bravura de nosso povo ainda conseguimos sobreviver e sermos competitivos. Nossos problemas são apenas políticos.
“Será que podemos generalizar que todo o político é corrupto e não presta, a exemplo de que todo o menino de rua é ladrão? É claro que não, mas, aí o inconsciente coletivo de Carl Jung entra em campo e faz uma goleada, e é quando os bons – poucos, diga-se de passagem – acabam pagando pelos maus – hoje lamentavelmente em sua grande maioria.
A pergunta é: será que são realmente ladrões? Afinal, a maioria teve boa formação e é oriunda de lares bem formados. Minha resposta é que eles não são ladrões, eles estão ladrões. Obviamente atraídos pelo mais básico dos instintos, que é o Instinto do Prazer.
Quanto ao nosso futuro político, está nas mãos dos jovens que irão enfrentar o desafio de resistir às tentações pessoais em prol da conscientização de uma sociedade melhor e mais abastada; contudo, por mais otimismo que nossa Revista procura levar para os seus leitores, sou temeroso em arriscar – a médio prazo – qualquer prognóstico, pelo menos enquanto princípios de ética e moral não forem revistos.
Enquanto isto, o que fazer? Esqueça os políticos por enquanto, não valem a raiva que você passa. Centralize a sua energia no seu trabalho e acredite em nossos empresários; a história mostra que já passamos por outras intempéries – ou só passamos – e continuamos vivos e crescendo. Não acredite que os políticos um dia mudarão o Brasil; se alguém irá fazê-lo seremos nós e, nos meus 25 anos de andanças internacionais, posso dizer de cátedra que não existe, no mundo, um povo a exemplo do brasileiro.”
Naquela ocasião enalteci o povo brasileiro; contudo, hoje já tenho as minhas dúvidas. Parece que o nosso problema é cultural e vem desde a época do descobrimento. A verdade é que estamos acostumados com a ‘Lei do Gerson’, queremos levar vantagem em tudo.
Em minhas palestras, quando o tema se desviava para esta seara, costumava perguntar aos participantes: – quem, em sã consciência já tinha devolvido um troco recebido a mais, para o caixa? E você, amigo leitor, o que responderia? Pois, pasmem, menos de 5% levantava a mão. O que você faria então se lhe oferecessem milhões???!!!
Daí, a única conclusão que podemos avaliar é que somos um País voltado ao ‘ganha fácil’, ou se preferirem ‘corrupto’. Lamento dizer isto, mas estou indignado com o momento que o Brasil vive, e não acredito que alguém se salve no topo desta pirâmide.
De minha parte, tenho orgulho de pertencer aos 5 % que levanta a mão e, sinceramente não acredito em qualquer mudança enquanto não mudarmos a nós mesmos, ou seja, além de devolver o troco, não comprar nada pirata, não furar filas, etc, etc.
É hora de nos unirmos, fazer a lição de casa e deixar as disputas partidárias para os imbecis que ainda esperam milagres desta corja…

Desculpem o desabafo e boa leitura.

Claudinei Luiz

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