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Mauricio Uhle: gestão arrojada e moderna

A Rede D’Or São Luiz, maior operadora independente de hospitais do Brasil, anunciou recentemente a inauguração da nova unidade em São Caetano do Sul, primeira cidade a levar a marca São Luiz para fora da capital paulista. O Hospital e Maternidade São Luiz, unidade São Caetano, será inaugurado dia 14 de junho, quando começará operando com 100% de sua capacidade, atendendo não somente pacientes do município em que está instalado, como das cidades vizinhas também.
Com investimento de R$250 milhões de reais, o hospital conta com estrutura de 37 mil metros quadrados construídos em 12 andares e 294 leitos, para prestar atendimentos que vão desde maternidade, passando por pronto atendimento adulto, pediátrico e obstétrico, UTI adulta e neonatal, até centros cardiológico e de diagnósticos completos.
Na entrevista a seguir o coordenador regional da Rede D´Or no Grande ABC, Maurico Uhle, fala sobre os novos desafios da rede, expansões e melhora de serviços e infraestrutura para a saúde da região.

Por Mariana Fanti

MercNews – A pedra fundamental do hospital foi lançada em 2011. À época, o hospital era um projeto da Prefeitura de São Caetano ou já era visto como mais uma unidade do Hospital São Luiz? Ou então, no caso, uma PPP (Parceria Público Privada)?
Mauricio Uhle – Sempre foi um hospital privado, adquirido pela Rede D´Or São Luiz . Todos os nossos empreendimentos são totalmente privados.

MN – Quantos hospitais a Rede D´Or possui hoje em São Paulo e quantos na região?
MU – No total são 34 hospitais da rede. No ABC seis – quatro estão sob meus cuidados, e outros dois em São Bernardo que são os Hospitais Assunção e IFOR, especializado em ortopedia.

MN – Qual será o nome do hospital?
MU – Vai levar a marca São Luiz. É a primeira unidade São Luiz fora de São Paulo e atrelado a isso vem toda questão dos atributos da marca em termos de qualidade de atendimento e processo de trabalho.

MN – Ainda não inaugurado, o hospital já está sendo visto como nova referência em Saúde, na região. O senhor poderia falar sobre as dimensões deste empreendimento? Número de leitos; apartamentos, enfermaria e UTI, laboratórios, etc?
MU – É um grande empreendimento para a cidade de São Caetano do Sul. São 300 leitos. Para você ter noção, hoje o Hospital Brasil tem 350 leitos e é o maior hospital do ABC. Este (São Luiz) é um hospital para atender a família de São Caetano. Teremos todas especialidades, desde maternidade até necessidades de cuidados mais críticos, e para isso montamos um hospital com equipamentos para atender essas diversas especialidades. Temos desde centros de especialidades médicas – são 35 consultórios: centro cardiológico ambulatorial, pronto socorro adulto e pediátrico, ortopédico, obstétrico, até alas de internação temáticas: pediátrica, maternidade, clinica médica adulto, tudo separado. São 12 andares (térreo – recepção, internação e emergência adulto, e dois subsolos – estacionamento mais vestiário e outro andar apenas de estacionamento). As UTIs têm padrão de acomodação diferenciado, cada leito tem um quarto e banheiro individualizado e janelas, isso permite um conforto não só para o paciente mas também para a família que o acompanha 24hs na UTI. O centro cirúrgico e obstétrico estão sendo alvos de um investimento muito grande, com salas inteligentes e equipamentos de última geração; afora toda questão de infraestrutura e tecnologia, estamos investindo muito em pessoas. Abriremos o hospital com 450 funcionários novos na rede, fora todos o terceirizados. Serão mais de 600 empregos gerados e que já estão em treinamento há mais de um mês para atendermos os mais altos requisitos de atendimento. Inclusive aproveitamos profissionais da região do ABC que possuem mais experiencia para essa nova unidade. Quando o hospital estiver em pleno funcionamento, a expectativa é subirmos para 1500 empregos diretos.

MN – Será um hospital aberto a todos os convênios? Terá algum convênio com o SUS?
MU – Nenhum dos hospitais de São Paulo têm parceria com o SUS, e nossa expectativa é atender a maior gama possível de planos de saúde.

MN – A Rede D´Or não tem planos de lançar um convênio próprio?
MU – Não, hoje parte da missão da empresa é ser rede líder de hospitais privados, sem vinculação a um plano de saúde.

MN – O hospital terá também serviços ambulatorial e de pronto atendimento?
MU – Na parte ambulatorial, ou seja, pacientes que não estão internados, nós temos fluxos de consultas médicas eletivas. O centro médico hoje tem 35 consultórios disponíveis para agendamento de consultas, toda área de exames terá entrada separada, centro de diagnóstico completo: ressonância, tomografia, hemodinâmica, endoscopia, além do pronto socorro adulto, pediátrico, obstétrico e ortopédico.

MN – Na sua opinião, qual é o maior diferencial do novo hospital?
MU – É permitir que a cidade de São Caetano tenha um atendimento completo. Alguns hospitais se especializam apenas em uma ou outra especialidade, mas desde o início nós programamos o hospital para ser completo.

MN – Inclusive atendendo altos padrões de sustentabilidade?
MU – Durante a construção foi pensado desde racionalidade de água e energia elétrica; redução de consumo de resíduos; vidros do tipo reflexivos que permitem maior controle da luz natural e do calor; vidros laminados e com espessura igual ou maior que 8 mm; toda a laje da cobertura possui uma camada de espuma de poliuretano, altamente eficaz como isolante acústico e térmico. Além de reduzir o consumo de energia elétrica e proporcionar conforto sonoro, este sistema ainda protege a estrutura de concreto armado das variações de temperatura ao longo do ano. A central de distribuição de água gelada do ar condicionado (“chiller”) possui um equipamento (“hrsg – heat recovery steam generator”) que aproveita o calor descartado do sistema para aquecer a água destinada ao consumo (banho, pias, lavagem de louças etc.). O “heat recovery” pode reduzir em até 60% o consumo de gás natural. Iluminação com 70% de lâmpadas “led” de alto desempenho, é também fator importante na redução do consumo de energia; redutores de vazão em torneiras e chuveiros para redução do consumo de água, entre outros.

MN – O hospital, que será inaugurado agora no mês de junho, já iniciará suas atividades operando com sua capacidade total?
MU – Inauguramos no próximo dia 14 de junho, em pleno funcionamento. O hospital está completo, com todos leitos e andares preenchidos.

MN – Além de pacientes da própria cidade, o novo hospital deverá receber pacientes de outros municípios da região e até mesmo da cidade de São Paulo?
MU – O hospital tem perfil regional, então nós temos não só a população de São Caetano, mas de bairros de São Paulo e cidades vizinhas. Graças à característica de São Caetano ter muitas empresas, a cidade tem um perfil no qual pelo menos metade da população tem cobertura de plano enfermaria, Portanto, o Hospital São Caetano vai atender a este público também. Hoje 25% dos leitos são apartamentos conjugados (duas camas por apto), mas temos apartamentos privativos e suítes também.

MN – Com este novo empreendimento prestes a ser inaugurado, qual é neste momento o maior desafio para a Rede D´Or?
MU – Em dezembro último adquirimos o Hospital Ribeirão Pires. Já no Hospital Brasil, em Santo André, o próximo projeto será a ampliação do hospital com a construção da terceira torre de consultórios e apartamentos, com previsão de inaugurar a primeira fase em julho de 2019. A nova torre concentrará todos os consultórios em um único espaço. A primeira fase deste lançamento realizamos durante a entrega do Centro Cardiológico do Hospital Brasil, e a segunda fase será a construção da torre com 56 consultórios.

O hospital está localizado na rua Barão de Mauá, 181 – Espaço Cerâmica, próximo ao centro de São Caetano do Sul. Para conhecer mais sobre o Hospital e Maternidade São Luiz São Caetano e acompanhar o andamento das obras, acesse o site: saocaetano.saoluiz.com.br/.

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