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A Hora e a vez dos “ão”, continuam

Dando continuidade ao meu desabafo do editorial passado e revendo os meus arquivos encontrei outra peça-chave escrita há mais de uma década, mas que continua atualíssima. Talvez os nomes mudaram, mas, os “ãos” continuam, tais como “delação” corrupção” etc. Então, acompanhem comigo:
“Às vezes, quando sento para escrever este editorial, as palavras simplesmente começam a fluir e, mesmo sem um script previamente preparado, acabo transferindo o que você, meu amigo leitor, gostaria de ouvir. Obviamente que esta assertividade é baseada nas críticas e comentários que ouço por meio de minhas andanças, nos sete cantos de nossa região.
Uma parte de mim me impulsiona a escrever sobre o “mensalão”, “correiomão” e outros tantos “ãos”, que estão nos metendo a mão; contudo, minha outra parte diz: -Claudinei, deixa disso, já tem gente demais abordando este tema e, sinceramente, esta não é a sua praia. Assim, uma perfeita dictomia é criada no interior de minha mente, porque ao mesmo tempo que advogo qualidade de vida e sempre procurar mostrar apenas o lado bom da vida, em casos como estes, tenho que confessar que o único sentimento que consigo exacerbar, talvez por ser retrógrado ou muito evoluído, é que sinto nojo do momento que estamos passando. No entanto, nunca me deixei abater pelas vicissitudes que a vida nos impõe e não será desta vez que o permitirei, mesmo porque acredito que por pior que uma situação possa parecer, sempre existe um lado bom para ser aproveitado. Sábio aquele que consegue enxergar este lado, nas entrelinhas, que o Universo nos envia. Quem sabe esta é a oportunidade para que todos nós reciclemos os nossos valores e juntos possamos mostrar aos nossos dirigentes, independentemente de partido, que uma nação, além de seu território é formada por seus habitantes, que no mínimo merecem o respeito e um tratamento digno de patrão, pois sem eles não existiria o dinheiro para os “ãos”. Na próxima eleição, ao escolher o seu candidato, seja seletivo, com uma série de quesitos, mas um em especial deve ser condição primordial – ter ética.
Nesse momento é bom lembrar as palavras de Sir Winston Churchill: “nunca se rendam, nunca se rendam, nunca mesmo, seja por motivos grandes ou pequenos, abundantes ou irrisórios; a não ser à convicção de honra, ética e bom senso”.

Após ter feito o meu desabafo, vamos voltar ao lado bom de nosso trabalho, que é mais uma edição nossa revista, especialmente preparada para ser a sua revista de bordo neste período de férias escolares.
Quer mais? É só folhear, ela foi feita no tamanho certo para ser lida do começo ao fim.

Boa leitura e um forte abraço.

Claudinei Luiz

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