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José Auricchio Júnior

Ele fala dos novos rumos de São Caetano que,
neste mês, completa 140 anos de fundação

Prefeito da cidade ele é pela terceira vez. Mas, seu amor por São Caetano do Sul vem do berço, já que nasceu, foi criado e de onde nunca saiu.
Aos 54 anos de idade, médico formado pela Faculdade de Medicina do ABC, casado com a dentista Denise Auricchio há 27 anos e pai de Isabella e Thiago, Auricchio, que como todos os governantes do País sentiram o duro golpe da crise econômica, frisa que 2017 está sendo um ano de ajustes, mas garante que, mesmo assim, a Prefeitura já conseguiu beneficiar a população naquelas que são consideradas áreas mais sensíveis.
Autor do livro ABC da Terceira Idade, que retrata os cuidados com os idosos do ponto de vista médico e do gestor público, o prefeito, neste mês em que o município celebra 140 anos de fundação, fala nesta entrevista sobre os novos rumos que a cidade vem tomando e deixa aos munícipes e leitores uma mensagem otimista: “ultrapassaremos essa fase de crise e reencontraremos o desenvolvimento sustentável, com cada vez mais qualidade de vida”.

Da Redação

MercNews – Como é ter a oportunidade de administrar novamente uma cidade como São Caetano do Sul?
José Auricchio Júnior – Eu me sinto um privilegiado em poder, pela terceira vez, governar a cidade onde nasci e escolhi constituir minha família. Minha raiz, minha história estão em São Caetano. Por isso eu me sinto honrado e agradecido à população, que me concedeu a oportunidade de ser prefeito. Ao mesmo tempo, fica a responsabilidade, ainda mais em um momento de crise como não só a cidade, mas o País vive.

MN. Poderia citar as principais ações/projetos/programas em andamento na cidade nas pastas de Saúde, Segurança, Educação, Mobilidade, Habitação, Esporte, Cultura?
JAJ – Como disse, a crise econômica pegou a todos de forma muito dura. Em São Caetano não foi diferente. Fomos obrigados a adotar uma política de choque de gestão, renegociando contratos, cortando a folha de pagamento, racionalizando os gastos. Este será um ano de ajustes, para garantir o retorno ao crescimento sustentável a partir de 2018. Mesmo assim, já conseguimos beneficiar a população naquelas que são áreas mais sensíveis. Na Saúde, por exemplo, estamos zerando a fila das consultas e exames, que encontramos com uma demanda represada que ultrapassava um ano quando assumimos. O mesmo está acontecendo com a atenção farmacêutica, que encontramos totalmente precária. Faltava de tudo. Entregamos uma Escola de Ensino Infantil e retomamos as obras de outra, que foram paralisadas pela outra administração, em setembro do ano passado.

MN. Poderia adiantar algum projeto que ainda não foi implantado, mas está em vias de?
JAJ – A questão do material e uniforme escolar. Vamos adotar uma forma que irá acabar com qualquer atraso e ao mesmo tempo oxigenar o comércio do município. Tudo de forma muito transparente. Mas estamos estudando em mais detalhes essa que foi uma promessa de campanha. Encontraremos a melhor solução, com certeza.

MN. Comente as ações do Fundo Social, presidido por sua esposa e primeira-dama, Denise Auricchio.
JAJ – O Fundo desenvolve um trabalho espetacular, principalmente na capacitação profissional. Em um País que tem 14 milhões de desempregados, isso sem dúvida faz a diferença. Minha esposa e seu grupo de voluntárias ainda desenvolvem ações para arrecadar alimentos, agasalhos e outros itens para a população em situação de vulnerabilidade social.

MN. Como médico, vê a Saúde como pasta prioritária?
JAJ – Evidentemente, o fato de ser médico, de ter trabalhado muito com gestão na área antes de ser prefeito, tudo isso me faz olhar as questões da Saúde de maneira mais aguçada. Mas a área é uma questão prioritária sempre, para qualquer governante.

MN. Na sua opinião, quais os pontos mais críticos de serem geridos em São Caetano?
JAJ – Como todas as cidades e Estados brasileiros, como todo o País na verdade, neste momento São Caetano do Sul precisa alcançar uma melhor situação econômico-financeira – encontramos um cenário muito complicado quando tomamos posse, mas não cabe aqui nenhuma lamúria, pois prefiro gastar meu tempo trabalhando, e não reclamando. A verdade é que o Brasil enfrenta desde 2015 uma crise econômica severa, e precisamos encontrar saídas criativas para isso. Acredito muito na população de nossa cidade. Tenho uma expectativa muito sólida de que a partir do próximo ano iremos retomar o caminho do desenvolvimento.

MN. Em tempos de crise nacional, quais ações estão sendo colocadas em prática para atrair novos investimentos para a cidade?
JAJ – Não temos uma política de guerra fiscal, até porque esse tipo de incentivo traz uma falsa impressão de desenvolvimento. Estamos indo atrás de investimento de alto valor agregado, vertical e que traga resultados ao município em todos os aspectos. E estamos sendo muito bem sucedidos nisso, apesar da crise.

MN. O senhor vê a ACISCS – Associação Comercial e Industrial de São Caetano do Sul como uma aliada neste processo?
JAJ – Sim, claro. A Associação Comercial historicamente funciona como uma das principais interlocutoras com esse segmento econômico.

MN. Como definiria a relação com a Câmara Municipal?
JAJ – Como nos meus dois mandatos anteriores, a relação é de muito respeito ao Poder Legislativo, uma das principais bases do Estado Democrático de Direito. Considero os vereadores parceiros na condução do governo, sempre tendo em vista o bem-estar da população.

MN. Qual o principal desafio de ser prefeito?
JAJ – Cada dia apresenta um desafio diferente. E o maior desafio é justamente estar pronto para superá-los. Ser prefeito de São Caetano do Sul é uma missão que 150 mil pessoas me deram, e a cada dia eu faço meu melhor para corresponder a essa enorme, mas honrosa, responsabilidade.

MN. SCS já foi considerada, na região Sudeste, a cidade melhor avaliada para se viver, de acordo com dados do IDH – Índice de Desenvolvimento Humano. Continua no topo dessa avaliação?
JAJ – Sim, continuamos. Mas eu, pessoalmente, não gosto de repousar tranquilamente sobre esse berço. Para mim, como prefeito, é o retorno das pessoas, quando ando nas ruas, que me interessa. Se elas dizem que estão tendo qualidade de vida, é o que me importa, pois é por isso que trabalho.

MN. Qual mensagem deixaria para os munícipes no mês de aniversário da cidade? Pode adiantar alguma atração especial que fará parte da programação de aniversário?
JAJ – A mensagem que gostaria de deixar nesses 140 anos de fundação de nossa São Caetano do Sul é que ultrapassaremos essa fase de crise e reencontraremos o desenvolvimento sustentável, com cada vez mais qualidade de vida.

 

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