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Instituto Mauá de Tecnologia avança na área de Manufatura Avançada

Instituição está engajada em uma série de projetos importantes da indústria 4.0, que contribuem para a formação dos estudantes, prevendo o que vem pela frente

No País, o governo brasileiro adotou o termo Manufatura Avançada (do inglês, Advanced Manufacturing), no seu esforço inicial para estabelecer uma política industrial nacional sobre o assunto. Porém, o mercado também aborda o tema como Indústria 4.0 (do alemão, Industrie 4.0). O nome foi conferido à estratégia recomendada pela National Academy of Science and Engineering – ACATECH ao governo alemão para ser o fornecedor global de tecnologia para este novo estágio tecnológico dos arranjos produtivos, denominado iniciativa Indústria 4.0. Contudo, seja com o nome que for, o fato é que é impossível pensar o futuro sem considerar os avanços tecnológicos que se manifestam como, por exemplo, a Manufatura Avançada e a Internet das Coisas.
Mas, o que é a Indústria 4.0, ou Manufatura Avançada? Conhecida como a quarta revolução industrial, a Indústria 4.0 baseia-se em informação e conectividade com o conceito de “Internet das Coisas”. O objetivo é otimizar e modernizar o processo produtivo, levando à redução de custos, ao pleno atendimento das necessidades dos consumidores, com produtos customizados e individuais, e atingindo o mesmo nível de competitividade em custo de processos de produção em massa.
O coordenador do curso de Engenharia de Produção do Instituto Mauá de Tecnologia, prof. Antonio Cabral, reforça a importância de se mostrar cada vez mais o que é a Indústria 4.0. “A Manufatura Avançada, também conhecida por indústria 4.0, está atualmente no centro do debate mundial sobre produtividade e inovação dos meios de produção”, comenta.
Segundo ele, o sufixo 4.0 remete ao que se convencionou chamar de quarta revolução industrial. “Como já dito, foi introduzido no documento da ACATECH com as recomendações para a estratégia do governo alemão em 2013, embora iniciativas, em ordem cronológica, já fossem conhecidas em outros programas: Coréia do Sul iniciado em 1992, Japão, em 2008, China, no 12° Plano Quinquenal 2011-2015 e Estados Unidos, 2011”.

Na Mauá

Em 2011, a aquisição do primeiro pacote de softwares foi o marco de entrada do curso de Engenharia de Produção na Tecnologia de Informação como instrumento de criação de gerenciamento dos sistemas produtivos. “Um ano depois, com o apoio da thyssenKrupp System Engineering, do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Máquinas e Equipamentos IPDMAQ/ABIMAQ e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, foi criado o Laboratório de Comissionamento Virtual, cujo objetivo é simular a partida de linhas de processo com ajuda de softwares para minimizar riscos e reduzir custos”, acrescenta o coordenador, explicando que mais recentemente, o gerenciamento do projeto de montagem de célula de manufatura avançada para a ABIMAQ e o projeto de instalação de outra no Campus de São Caetano do Sul, evidenciam a importância desses projetos para o IMT. “Em síntese, podemos dizer que esses projetos permitem que a Mauá se posicione no primeiro plano entre as instituições de ensino superior por estar sintonizada com os avanços da tecnologia de manufatura. Além disso, é importante ressaltar que esses projetos colaboram na formação de competência dos alunos, tornando-os mais aptos a competir no mercado profissional. Para o IMT, cria-se um ponto de encontro das empresas que utilizam tecnologias de ponta em seus processos, fato que abre espaço para projetos do Centro de Pesquisa”, detalha.

O Instituto Mauá de Tecnologia – IMT promove o ensino científico-tecnológico, visando a formar recursos humanos altamente qualificados. Há 56 anos, o IMT, com campi em São Paulo e São Caetano do Sul, mantém duas unidades: Centro Universitário e Centro de Pesquisas. O Centro Universitário oferece cursos de Graduação em Administração, Design e Engenharia.
Na Pós-Graduação são oferecidos cursos de aperfeiçoamento, especialização e MBA nas áreas de Gestão, Design e Engenharia, além do programa de Mestrado em Processos Químicos e Bioquímicos. O Centro de Pesquisas, há 52 anos, desenvolve tecnologia para atender às necessidades da indústria.

Por dentro da Manufatura Avançada

Em 2014 foi criada a Câmara Máquina a Máquina (M2M) pelo Ministério das Comunicações para desenvolver o Plano Nacional de Comunicação M2M e Internet das Coisas. A iniciativa brasileira foi reforçada em 2016, por meio do Ministério do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio Exterior (MDIC) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com a criação de uma força tarefa em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Associação Nacional da Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI) e Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para reunir as opiniões de especialistas sobre o tema e desenvolver uma Política Nacional de Manufatura Avançada.
Ainda de acordo com o professor, entre outubro de 2015 e maio de 2016, o Instituto Mauá de Tecnologia participou do gerenciamento do projeto, da execução e da operação do Primeiro Demonstrador dos Conceitos de Manufatura Avançada. Concebido pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) por meio do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Máquinas e Equipamentos (IPDMAQ), essa iniciativa contou com a colaboração de 23 empresas e 162 profissionais. “A Mauá já vem desenvolvendo esta mudança de metodologia no ensino de Engenharia desde 2007, por meio do projeto intitulado Fábrica Virtual, que orienta o ensino no programa de Engenharia de Produção. Em 2016, após três anos de pesquisa aplicada e metodologia de ensino desenvolvidos no Laboratório de Comissionamento Virtual (LCV), foi dado início ao projeto para a construção de uma Instalação Didática Piloto para Manufatura Avançada. Este projeto, desenvolvido em quatro fases, foi encerrado em meados de 2017, com a primeira fase operando desde fevereiro passado”, explica o professor Antônio Cabral.
Segundo ele, a iniciativa da Mauá é abrangente e terá como beneficiários imediatos os cursos de Engenharia de Produção, Engenharia da Computação, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Design e Administração. “Para os próximos anos, a Mauá tem como foco dar continuidade aos projetos em andamento e identificar novas oportunidades de aplicação tanto no ambiente acadêmico como no de pesquisa aplicada”, adianta.

Participação na Fispal Tecnologia 2017

Durante a 33ª edição da Feira Internacional de Tecnologia para as Indústrias de Alimentos e Bebidas, realizada em São Paulo, o Instituto Mauá de Tecnologia, em parceria com a Fispal Tecnologia e mais outras empresas desenvolveram um demonstrador de Indústria 4.0., o que possibilitou aos visitantes encontrarem-se dentro de uma linha de produção, com as tecnologias aplicadas aos processos produtivos de um ambiente de manufatura avançada.
No espaço, o público foi convidado a entrar em uma viagem histórica, passando por referências e imagens que o levaram de volta à Indústria 1.0. e tiveram a oportunidade de passar por uma consultoria exclusiva realizada pelos especialistas do Instituto Mauá de Tecnologia, interagindo com sistemas para identificar em qual ponto do caminho cada empresa está até chegar na indústria 4.0, “algo inevitável de ocorrer”, finaliza o professor.

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