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Marcos Antonio Calamari

Ele ainda se lembra que Madame X, filme ao qual assistiu quando pré-adolescente, foi determinante para sua carreira. “Naquele momento, em meio a uma trama impressionante, eu soube que um dia seria advogado”, diz Marcos Antonio Calamari, cuja trajetória quase daria roteiro para seu próprio filme.
Nascido em São Caetano do Sul, sétimo de oito filhos de pais que levavam à época uma vida apertada, ele cresceu, casou, teve filhos, estudou Administração de Empresas, descasou, ficou desempregado, mas não deixou de tentar. Entrou na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, onde se formou em 1990. Ousado, abriu um escritório em 1989 com mais dois ‘aventureiros’, em Santo André, numa sala que dividiam com um contador, tempo em que trabalhava em uma empresa localizada em Alphaville e ajudava os amigos nos finais de semana.
Recém-formado, teve o dissabor de perder esse emprego logo em seguida, já que a empresa estava de mudança para o interior. E foi aí que tomou a decisão. “Passei no exame da OAB e de imediato aluguei uma salinha, em São Bernardo do Campo, totalmente sozinho, desconhecido e inclusive despreparado para o que viria pela frente. Enfim, só com a cara e a coragem, mas, foi assim que efetivamente engrenei minha carreira no Direito”, diz ele, lembrando dos primeiros casos que atendeu e que chegavam a ‘conta-gotas’, no escritório, a maioria da área Cível, embora tenha também atuado na área criminal.
Desde então 27 anos se passaram e muita história rolou na vida desse advogado de 59 anos que, tendo ao lado a esposa Silvana – a quem, aliás, credita grande parte do seu sucesso -, comanda a Calamari Advocacia e Consultoria, em São Bernardo do Campo, local em que cresceu e se consolidou como referência jurídica, com uma estrutura confortável e sofisticada. Por isso, não é à toa que a empresa vem acumulando reconhecimentos e premiações, como o Selo Referência Nacional & Qualidade Empresarial 2016 e a Medalha Escritório do Ano outorgada pela Câmara Municipal de São Bernardo do Campo, durante solenidade realizada no Dia do Advogado, também no ano passado.

Da Redação

Ele é especializado na área Trabalhista, mas conta com o trabalho de sete advogados, o que permite ao escritório atender a todas as áreas do Direito. Único sócio, Marcos Antonio diz que desde o início de suas atividades teve como prioridade o bom atendimento ao cliente e que há anos a filosofia Calamari se sustenta no saber jurídico, na técnica, experiência e ética profissional. “Por isso faço questão de ter no escritório uma equipe diversificada e altamente qualificada, que possa proporcionar aos clientes soluções responsáveis, atendendo a cada necessidade”, diz o advogado, explicando que a Calamari diferencia-se, sobretudo, pela busca constante de soluções jurídicas que priorizem resultados financeiros para os clientes, com o indispensável zelo profissional, respeito e ética. “Por meio de soluções inovadoras e compromisso total com os objetivos dos clientes, a Calamari Advocacia e Consultoria vem conquistando a confiança do mercado, pessoas físicas e jurídicas, com cases de soluções jurídicas reunindo clientes em diversos setores econômicos”, frisa ele, destacando especialmente os ramos do comércio, prestação de serviços, logística e transporte.
Segundo o advogado, graças ao trabalho conjunto com escritórios associados e parceiros, a Calamari, hoje, proporciona atendimento contínuo e permanente não só no ABC, como na capital paulista, além de outras cidades da Grande São Paulo, interior do estado e outras capitais, através de acompanhamento rotineiro das variadas demandas jurídicas, em todo o leque de atuação.
Apaixonado pelo Direito, em geral, e pela área Trabalhista, em particular, Calamari não poderia deixar de falar sobre reforma trabalhista, tema tão em pauta, ultimamente. E quanto a esta diz ser favorável, mas até certo ponto. “O que acontece é que na época da criação da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, o então presidente Getúlio Vargas não pensou nas empresas e, sim, no trabalhador, daí porque dizem que a CLT é muito paternalista. Não se pode mexer em tudo, porém, mais de 70 anos depois de sua criação, a verdade é que muita coisa precisa ser adaptada; como toda lei, essa também precisa ser revista”, pontua.
De acordo com Calamari, um dos empecilhos é que infelizmente no Brasil, ainda que necessário, há um número absurdo de sindicatos que recebem contribuições sindical e confederativa – previstas na CLT e Convenções Coletivas- e por isso mesmo, a grande maioria é contrária a essa reforma. Mas, para ele há outros motivos e o fato é que se torna necessária uma readequação das relações do trabalho com a realidade atual, com jornadas de trabalho flexíveis, sem banco de horas, que poucas empresas cumprem à risca, o previsto em Lei; daí, então, o que se poderia levar para o Judiciário, quando necessário, seria apenas o cumprimento do que diz o contrato de trabalho, pura e simplesmente. “Hoje, as Varas de Trabalho estão abarrotadas de processos, porque além do contrato de trabalho não se paga horas extras corretamente, comissões são recebidas por fora, falta de registro do contrato de trabalho na Carteira de Trabalho, esquecendo-se, muitas vezes, que o contrato de trabalho é um contrato realidade, descumprindo-se o que foi pactuado na contratação, além do que, não se cumpre, ou cumpre-se parcialmente, o que as Convenções Coletivas determinam, se bem que é muita coisa e muita coisa social; creche, vale-alimentação, vale-refeição, cesta básica, etc, afora os impostos, os encargos tributários que têm que ser recolhidos. Atualmente não tem empresário que sustente esse quadro, as empresas acabam quebrando. Juntamente, então, com a reforma trabalhista teria que acontecer uma reforma tributária, tão importante quanto a própria reforma previdenciária, que, diga-se de passagem, também é necessária. Eu, particularmente, digo que começaria esse processo pelas reformas tributária e trabalhista conjuntamente, para que se alinhe essa situação até para que o empresário tenha fôlego para dar conta de todos os deveres. Isso acontecendo, pode apostar que aí se terá uma quantidade maior de empregos, pela condição melhor de se negociar o contrato de trabalho. Pode-se, por exemplo, fazer um contrato de trabalho que desobrigue a tantos recolhimentos fiscais. Isso vai estimular o empregador a empregar mais; consequentemente, quanto maior número de pessoas empregadas, maior será também a arrecadação previdenciária. Nos dias atuais, nenhum empresário suporta tantos compromissos que precisa manter. Por isso, há tanto desemprego, com tantas empresas fechando.

Família, a prioridade
Casado pela segunda vez, desta com Silvana – numa história que já soma 24 anos -, Marcos Antonio só tem elogios para a esposa. “O casamento aconteceu ainda nos primeiros tempos como advogado e, como a coisa ia devagar no escritório, acabei encontrando um emprego numa empresa de Vigilância para trabalhar meio período, a qual, inclusive, conheci atuando pela parte contrária. Enfim, neste emprego passei por situações delicadas que não gosto nem de lembrar, até ameaça de morte recebi de funcionários que foram demitidos durante as férias, e que foram até a sede, para reclamar e protestar contra as demissões. Não sei de onde tiraram a ideia de que eu era o proprietário da empresa e queriam fazer justiça com as próprias mãos. Após apaziguar os ânimos, num curto espaço de tempo, eu também fui demitido sem receber o que me era devido por direito. Minha esposa grávida, tinha os encargos da pensão alimentícia dos filhos do primeiro casamento e ainda auxiliava minha mãe. Hoje, embora esse caso seja visto como um fato pitoresco ao longo da minha trajetória, na época, para mim, foi uma tragédia. Nunca mais quero passar por isso e espero que nenhum outro colega, em início de carreira, passe por algo parecido. É a velha história. Como se diz, ‘o outro vê as pingas que você toma, mas não sabe dos tombos que você leva’. Mas, enfim, o fato é que após a demissão dessa empresa, voltei a me dedicar em tempo integral ao meu pequeno escritório, porém, sem dinheiro para mais nada. A faxina e manutenção da sala eram feitas por mim e a Silvana nos finais de semana, quando então, limpávamos a sala e o banheiro e, vez ou outra, também pintávamos as paredes. A verdade é que a ‘Sil’ foi o alicerce de tudo. Nessa época, ela trabalhava num empresa no bairro Rudge Ramos e repartia comigo os vales-refeição já que, do contrário, ficaria o dia todo só com o café da manhã. Muitas vezes foi isso que aconteceu. No início de minha carreira, não tive ninguém que pudesse me auxiliar no preparo profissional. Comecei com a cara e a coragem. Falo para os meus estagiários e para meu filho caçula, que cursa Direito, que eles não têm a menor ideia do que significa começar do zero. Embora o mérito possa vir a ser deles, pelo próprio esforço, já encontraram tudo pronto para começar”.
Hoje, tendo como prioridade a família, ainda que o Direito continue a ser uma paixão, Marcos Antonio se diz em paz, pai orgulhoso de quatro filhos: Juliana e Vinicius, do primeiro casamento, ela que trabalha com Turismo Corporativo, enquanto o jovem tem uma produtora de vídeos, aliás, bastante conhecida. “Do segundo casamento temos o Gabriel, ator, recém-contratado da TV Globo, e o Miguel, que já trabalha no escritório, seguindo os passos do pai. Preciso de mais”?
Frisando novamente seu maior apreço pela família, Marcos Antonio diz que ainda encontra algum tempo para se dedicar ao seu hobby. “São os cavalos, que ficam em um haras, em treinamento. Vamos visitá-los a cada quinze dias. Mas, também, temos seis cachorros, quatro deles na casa que temos na praia. A família tem paixão por animais”, detalha.

O que esperar em 2017
Para o advogado, o grande desafio para este ano será manter o crescimento, ainda que num ritmo menos acelerado, por consequência da situação econômica que atravessa o País, mas, continuar oferecendo o atendimento técnico necessário e diferenciado que consolidou. Porém, pretendo ampliar o escritório. Minha meta para este ano seria construir um prédio maior, que já ficou, em princípio, para o ano que vem, apesar de que, sempre tive espírito empreendedor, e procurei seguir os conselhos de um grande mestre que tive em minha jornada, que dizia sempre que é na crise que mostramos o quanto somos fortes e o quanto podemos crescer. Quero deixar um legado para minha família, para meu filho continuar o que a gente conquistou nestes 27, quase 28 anos de trabalho. Tenho uma carteira de clientes muito fiéis, alguns deles começaram comigo nos meus primeiros passos enquanto advogado, e estão comigo até hoje. Essa é daquelas situações que ‘não têm preço’ e não que o dinheiro não seja importante; ao contrário, é de suma importância, mas, penso que se você faz o que gosta, pela lógica será um ótimo profissional. A consequência disso é ser valorizado e se destacar no mercado de trabalho em que atua”.
Calamari explica que o bom atendimento, a qualificação dos profissionais que estão com ele e a estrutura organizacional, sempre foram o diferencial, sem dúvida. “A pessoa entra no escritório e vai ser imediatamente atendida e bem tratada. Sempre primei pela qualidade e essa é uma exigência que faço a todos que trabalham comigo. Hoje posso dizer que sou realizado profissional e financeiramente e devo tudo aos meus clientes. Sem eles, e principal, sem a confiança deles, nada disso teria sido possível. Sei disso e se já agia assim no início, hoje, muito mais. A minha prioridade sempre será o cliente e é por isso que quero ampliar, oferecer conforto e qualidade além do serviço, porque sabedoria e conhecimento muitos têm, embora o mercado hoje esteja saturado, mas, infelizmente, com muitos ‘picaretas’ também, como, aliás, em todas as profissões”.
Marcos Antonio afirma não teve carreira acadêmica, embora quisesse e até tivesse recebido convites para lecionar. “A esposa não deixou porque já viajava muito a trabalho, acabando por negligenciar a família. Mas, me orgulho de ver que muitos estudantes que estagiaram no meu escritório e que hoje advogam com escritório próprio, creditam à Calamari Advogados e a mim a experiência que obtiveram. Fico orgulhoso porque ajudei a formar esse pessoal. Então, não deixa de ser uma carreira acadêmica na prática”, diz ele, explicando que no escritório existe uma troca muito grande de experiências não só entre advogados, como entre os advogados e estagiários, o que é outro grande diferencial da Calamari. “Não temos e nunca tivemos medo de concorrência posterior”, frisa ele, lembrando de novo que fez a carreira sozinho, teve a oportunidade de crescer sozinho e isso lhe deu um embasamento que foi muito importante para a carreira. “Trabalhei dos dois lados, como empregado e como empregador e hoje, mais do que um escritório de Advocacia, quero ter uma empresa, já razoavelmente formada. No meu escritório, o advogado advoga, tão somente. Para o mais, ele conta com todo o apoio de funcionários, do cafezinho à copiadora, do financeiro aos assistentes jurídicos, que dão todo o suporte. Isso é importante. Mentalizo desde sempre não termos mais um escritório, mas, ‘o escritório’. E estamos chegando lá”.
Reconhecido por pares e clientes como um profissional de sucesso, Calamari destrincha a palavra, ensinando que sucesso é se realizar com o que se gosta de fazer. “Hoje, inverti minhas prioridades. Sou realizado com a família, até mais que o próprio trabalho e sou realizado neste e também realizado espiritualmente. Penso que sucesso é isso. É estar bem e equilibrado com tudo. Eu e a Silvana começamos do nada e sempre fomos felizes, também nos tempos mais duros, quando contávamos moedas até para comprar um pedaço de bolo, que a ‘Sil’, grávida, tinha vontade de experimentar. Comíamos esse pedaço em dois, e saíamos da confeitaria dando risada da situação”, se emociona, fazendo dele as palavras da esposa, que passam grande sabedoria . “O segredo está em como você lida com as adversidades. Você tem duas maneiras de lidar com essas questões. Enfrentar os problemas que surgirem de maneira equilibrada e sensata, ou, sentar, sofrer, reclamar e fazer da situação uma tragédia da sua vida, aumentando mais as dificuldades. Agindo assim, você só anda para trás. Desde o início de nossa relação, e ainda agora, temos a mesma prática: ‘O que temos para hoje. É isso? Então vamos fazer o melhor’. E fazer bem feito. A vida te devolve na mesma moeda. Como diz Silvana, para ter sucesso não importa onde se está e como se está, mas tem que estar feliz com o que se tem. “Sucesso é você conseguir o que quer. Felicidade é gostar daquilo que conseguiu. Sempre caminhamos juntos e continuaremos assim”.

 

Calamari Advocacia e Consultoria SBC
Rua Kara, 194 – Jardim do Mar – São Bernardo do Campo
Tel. 4121-2096 – www.calamari.adv.br

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