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Queila Ferreira Nesteru Carnevali e Katia Ferreira Nesteru Corrêa

Desde jovens, educar foi o sonho e o verbo conjugado pelas irmãs Katia Ferreira Nesteru Corrêa, ela psicóloga e pedagoga e Queila Ferreira Nesteru Carnevali, pedagoga que, não à toa, são professoras. Acreditando que a infância é a fase mais importante do desenvolvimento do ser, pois as conquistas infantis são aquelas que irão fundamentar as aprendizagens futuras, decidiram montar uma escola com práticas diferenciadas e inovadoras, voltada exclusivamente para a infância.
O resultado foi a criação da Unidade Educacional Magistral, uma escola que em seus mais de dezessete anos de atuação tornou-se referência em Santo André – onde está instalada – no ABC. “Desde o início acreditamos que as crianças deveriam interagir e se desenvolver em um ambiente que oportunizasse a construção de valores para vida”, destacam as irmãs. Hoje, as unidades atendem 230 crianças e contam com 70 colaboradores, incluindo o berçário, agora em novo endereço, para acolhimento a bebês a partir de quatro meses de idade.

Por Mariana Fanti

Para Katia e Queila, a construção da identidade acontece por meio da interação social que a criança vai estabelecendo desde o momento do nascimento e, a qualidade dessa interação, resulta na forma como a criança vê a si própria e aos outros. “Iniciamos nosso trabalho pedagógico desde a entrada do bebê na Magistral”, explicam. Em um ambiente de afeto e cuidado permanentes, elas desenvolvem gradualmente os sentidos e os primeiros vínculos exteriores da criança, dentro de uma relação de afetividade e confiança. “Quando o bebê é ninado, por exemplo, a educadora está percebendo suas expressões, a linguagem corporal, analisando quais são as canções que mais o agradam, descobrindo o movimento ideal para embalar. E o fato é que enquanto ela descobre as necessidades daquele bebê, ela também está se descobrindo, conquistando e aprimorando sua identidade como educadora de referência”.Para Katia e Queila, a construção da identidade acontece por meio da interação social que a criança vai estabelecendo desde o momento do nascimento e, a qualidade dessa interação, resulta na forma como a criança vê a si própria e aos outros. “Iniciamos nosso trabalho pedagógico desde a entrada do bebê na Magistral”, explicam. Em um ambiente de afeto e cuidado permanentes, elas desenvolvem gradualmente os sentidos e os primeiros vínculos exteriores da criança, dentro de uma relação de afetividade e confiança. “Quando o bebê é ninado, por exemplo, a educadora está percebendo suas expressões, a linguagem corporal, analisando quais são as canções que mais o agradam, descobrindo o movimento ideal para embalar. E o fato é que enquanto ela descobre as necessidades daquele bebê, ela também está se descobrindo, conquistando e aprimorando sua identidade como educadora de referência”.Para as irmãs, o educador tem um espaço fundamental ao lado da criança, como aquele que instiga e promove situações de aprendizagem, assim como a família, as vivências, e as experiências com outras crianças, seja na escola ou fora dela, vão alimentando o seu saber. Por este motivo, o espaço físico do berçário foi pensado com muito carinho para propiciar trocas entre os bebês. “Contamos com uma estrutura pensada exclusivamente para os pequenos. Aqui na Magistral, acolher envolve afetividade, atenção, cuidados e felicidade. É importante ressaltar que cada criança é única e, portanto, também tem um tempo único para integrar-se ao novo ambiente. O começo da vida de um ser é a representação de uma janela de oportunidades. Neste momento único da existência encontramos a certeza da realização de sonhos, da justiça e da idealização de um mundo melhor”. Acreditando que escola é um dos principais ambientes em que a infância pulsa e reflete sensações e expressões, Katia diz que ‘escutam’ a infância em vibrações de sorrisos, em dedos que se entrelaçam para fazer a roda, em batidas de tambores e melodias de flauta. “Contemplamos a criança e apreciamos seu olhar…Olhar de descoberta, surpresa e encantamento para a vida”, pontua.Estudos científicos comprovam que o desenvolvimento pleno na primeira infância é fundamental para a construção de uma sociedade melhor e, por isso, é importante valorizar o direito fundamental de a criança se expressar como sujeito criativo e sensível, com diferentes linguagens, sensações corporais, necessidades, opiniões, sentimentos e desejos. Quando questionadas sobre o nome dado à escola, as irmãs destacam em definição da palavra ‘magistral’, que, segundo o dicionário, significa excelência. “Diariamente olhamos para nossas crianças e nos inspiramos com o olhar infantil, inusitado e criativo para a simplicidade da vida. Crianças brincam com folhas, sementes e pedras. Com apenas uma pedrinha, redescobrem a amarelinha. Um salto um pé, outro salto, dois pés. Crianças pulam, pulam corda fazendo cobrinhas ou cantando no ritmo do salto. Ouvimos vozes de crianças, brincando com rimas e parlendas. Nós também nos encontramos em cantinhos de lendas e tendas”, essa é a rotina das crianças na Magistral. “Acreditamos em práticas de qualidade para tornar realidade a ação construtiva das crianças, para que elas sejam realmente produtoras de conhecimento”.As mantenedoras valorizam a cultura, costumes e folclore de nosso País, buscando assim uma Educação Infantil contemporânea e arrojada, aliada aos saberes construídos por gerações. “Nossas práticas são enriquecidas com os elementos da arte, da cultura e do conhecimento, construindo uma possibilidade de educação estética e lúdica, recriando brincadeiras e explorando fantasias”, comentam.  Segundo Queila, a Magistral tem investido continuamente na formação dos educadores, trazendo temas reflexivos sobre o desafio de atuar na Educação Infantil e a responsabilidade de acompanhar a infância e o prazer de vivê-la. “Em nossas formações sistematizamos práticas, discutimos processos e, sobretudo, descobrimos e redescobrimos nossas identidades, desenvolvendo competências e habilidades fundamentais para o profissional de excelência”, detalha.Atualmente, os estudos sobre a infância reforçam e resgatam a importância da instituição escolar. Dessa forma, as proprietárias desenvolveram um planejamento onde cada atividade será referência.

Pais como aliados no aprendizado

As irmãs enfatizam a importância do olhar diário sobre a sabedoria infantil. “Buscamos práticas em que todos nós podemos aprender, tanto as crianças, como os adultos envolvidos”, explicam elas, destacando a parceria das famílias como fator preponderante tanto no processo de aprendizagem, quanto para o êxito da formação educacional.Dando um exemplo de como a interação entre escola, crianças e pais pode ser produtiva, as educadoras citaram a experiência vivida durante a ‘festa da família’, deste ano, quando foram realizadas atividades que envolvem sensações, percepções e olhos nos olhos. Parte da atividade consistia em realizar uma matroginástica e a participação em uma história que propiciou um grande mergulho na criatividade e imaginação. “Passaram os dias, e aqui na escola as crianças ainda comentavam sobre o evento e suas canções”.
ValoresA ‘Magistral’ reforça a importância do trabalho com os valores e destaca o valor da felicidade em sua proposta educacional, no slogan ‘Desde pequeno aprendendo a ser feliz’. “Essa frase representa a identidade da escola. Queremos que as crianças tenham experiências de felicidade vivendo a cultura lúdica; que se sintam felizes, amadas, respeitadas e acolhidas em seu tempo de ser criança”.O desenvolvimento das habilidades socioemocionais está presente na Magistral.  A realidade é que cada preciosa vida deve ser tratada dentro de sua complexidade e, para desenvolvê-la de maneira completa, é necessário incorporar estratégias de aprendizagem mais flexíveis e abrangentes.  Uma das saídas para reconectar o indivíduo ao mundo onde vive passa pelo desenvolvimento de competências socioemocionais. Nesse processo, tanto crianças como adultos aprendem a colocar em prática as melhores atitudes e habilidades para controlar emoções, alcançar objetivos, demonstrar empatia, manter relações sociais positivas e tomar decisões de maneira responsável.

Instrumentos de aprendizado

Na ‘Magistral’, a música sempre esteve presente como uma chama acesa, convidativa e instigante para as crianças e para a equipe. “Percebemos que as crianças construíam um vínculo essencial com a linguagem musical e, nessa construção, também fomos fortalecendo nossas convicções e atuações”. Por este motivo, as proprietárias investiram em um acervo musical diferenciado e na formação da equipe. “A ‘Magistral’ foi a primeira escola de educação infantil do Brasil a participar do projeto ‘Aprendendo a ler música’ – Sopro Novo Yamaha do Brasil. Em nossas rodas de música, por exemplo, percebemos a expressividade das crianças quando exploram as propriedades do som. Vemos crianças com meses de vida encantadas pelo timbre do chocalho e levantando as mãozinhas para descobrir o próprio ritmo”.Outra experiência de bastante sucesso é o dia de cultura às frutas. “Uma vez por semana, as crianças trazem frutas de casa e vivem a partilha de cores, cheiros e sabores, que originalmente vieram do lar. É uma oportunidade de estimular a alimentação saudável e estabelecer um vínculo necessário com as famílias, uma vez que, antes de a fruta ser partilhada com a turma, ela representa um percurso histórico de escolhas realizadas em casa”. Como explicam Katia e Queila, em grupo, as crianças redescobrem o sabor das frutas, degustam alimentos que não tinham experimentado antes, contam histórias e se relacionam com a estética da natureza. “Acreditamos que a infância é a fase mais importante do desenvolvimento do ser, pois as conquistas infantis são aquelas que irão fundamentar as aprendizagens futuras”, finalizam.As educadoras acreditam na formação integral do indivíduo, e oferecem condições às crianças para ampliar suas potencialidades cognitivas, afetivas e sociais. Participam do processo de ensino-aprendizagem, disponibilizando diversas ferramentas e técnicas voltadas ao desenvolvimento de habilidades e de competências, contribuindo para a autonomia e realização de seus sonhos.

Planos Futuros

As irmãs contam que diariamente acompanham as descobertas da infância e acreditam que cada fala e ação da criança significam e direcionam o trabalho. “A Educação Infantil é um desafio para nós, pois nos obriga a refletir sobre a nossa própria atuação. A observação da autonomia exercida pelas crianças, que foi desenvolvida em um processo vivido, pensado e organizado por elas mesmas, é uma rica fonte de percepção do desenvolvimento social e cognitivo”. Na Magistral são desenvolvidas estratégias para documentar as experiências, por meio de documentos que contemplam abordagens teóricas e expressões específicas das crianças e suas conquistas. “A reflexão e observação sobre o trabalho realizado nos permite abertura a novas possibilidades. Buscamos resgatar o trajeto vivido, oportunizando a nós propor encaminhamentos em busca da excelência, uma tarefa permanente, instrumento indispensável à constituição de uma prática pedagógica educacional verdadeiramente comprometida com o desenvolvimento das crianças”.

Berçário:
Rua Galeão Carvalhal, 185, Jardim Bela, Vista Santo André.
Tel.: 2324-8394
Educação Infantil:
Rua Padre Nunes, 220, Jardim Bela Vista, Santo André.
Tel.: 4437-1545

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