19.3 C
Santo André
17 abril,2021, sábado
Home MercNews Destaque do Mês AINDA PROCURANDO "O QUE FAZER"

AINDA PROCURANDO “O QUE FAZER”

No momento que escrevo este editorial, estamos vivendo a pior fase da pandemia da covid 19. Para efeitos de comparação, em apenas um ano já tivemos mais mortes no mundo do que nos 16 anos da guerra do Vietnã. Impossível uma população ficar alheia a esta situação, inédita até então, para a maioria de nós.

Então, novamente surge a pergunta: o que fazer? São tantos os problemas acarretados pela pandemia, já que, além do próprio vírus, estende-se para a área econômica, política e principalmente a saúde emocional, a qual sem dúvida, é uma das mais preocupantes, pois é alarmante o aumento dos casos de ansiedade e depressão; e é esta seara que quero abordar com você, amigo leitor.

Primeiramente, antes de nos rotularmos doentes ou depressivos, faz-se necessário uma análise do contexto que vivenciamos, ou seja, se ele é permanente ou temporário. A boa notícia é que ele é temporário, pois a pandemia irá passar e tudo voltará ao normal, embora de uma forma diferente daquela que estávamos acostumados. É o que estão chamando de ‘novo normal’.

Você deve estar perguntando: ‘mas, Claudinei, o que eu tenho que fazer para aguentar passar por tudo isto?’

Muito bem, às vezes gosto de viajar no tempo e buscar em meus arquivos situações semelhantes, claro que guardando as devidas proporções, mas cujos ensinamentos são muito válidos para os dias de hoje. Então, viaje comigo e acompanhe o artigo abaixo, escrito há alguns anos.

A arte de levar ‘porrada’
Não, meu amigo leitor, não estou treinando boxe e nem nada disto. Apenas estou transcrevendo algumas considerações que, enquanto terapeuta, tenho anotado em meu consultório, mesmo com o número reduzido de pacientes que o meu tempo ainda permite atender.

Regularmente, os que me procuram o fazem por indicação de algum colega, e depois de já terem passado por alguma terapia sem, contudo, obterem o resultado esperado. Na sessão de anamnésia (primeira consulta), já posso constatar uma certa semelhança nos problemas que me trazem, e todos de uma extrema ordem de grandeza para cada paciente. Pois bem, aqui começam minhas anotações, as quais, espero, possam ser de utilidade para você também.

Embora semelhantes, cada paciente acha que o seu problema é o maior do mundo, e de fato para ele é. O engraçado é que após umas poucas sessões, estes ‘grandes’ problemas passam a significar praticamente nada, ou apenas uma experiência de vida.
Você deve estar se questionando qual a ‘mágica’ empregada, se é que autoconhecimento pode ser chamado de mágica. A palavra chave chama-se ‘reconsideração’ ou ‘ressignificação’ e está diretamente ligada a outra palavra chamada ‘atitude’. Em outras palavras, o tamanho de um determinado problema está na ordem direta da atitude que você toma em relação a ele. Assim, um ‘probleminha’ para mim, pode ser um ‘problemão’ para você e vice-versa.

Pare um pouco para pensar e pergunte-se qual é o tamanho do problema que lhe aflige neste momento, depois imagine-se flutuando como se fosse um ‘fantasminha’, indo em direção às estrelas. Muito bem. Agora, já no meio de nossa Via-Láctea procure enxergar a Terra, e você verá apenas mais um pequeno ponto brilhante no meio da imensidão do universo; agora, olhando para este ponto luminoso, procure por você e por seus problemas. Que tal? Tem o mesmo tamanho de antes?

Este foi um exemplo típico de uma técnica de ressignificação e é evidente que existem outras técnicas; contudo, todas nos levam ao autoconhecimento.
– Mas, Claudinei, ainda não sei onde entram as ‘porradas’.

– Bem lembrado, com certeza você já ouviu falar em ‘resiliência’, que é a propriedade física de um material voltar às suas formas originais, após sofrerem um determinado esforço. Qual é mais resiliente: o eucalipto ou o bambu? Pois, basta deixar os dois em um vendaval: o eucalipto pode quebrar e já era, enquanto que o bambu apenas enverga. Está claro isto?
Então, aqui está a sua resposta. Quanto mais aprendermos a ressignificar os nossos problemas, mais resilientes nos tornamos, o que psicologicamente significa aprender a lidar com os percalços que a vida nos impõe, ou seja, ser pós-graduado na arte de ‘levar porradas’.

Espero ter ajudado. Aproveite cada dia de sua vida e não permita que qualquer idiotice possa estragá-lo.

Um forte abraço
Claudinei Luiz

- Advertisment -

Most Popular

Governo paulista anuncia fase de transição, reabre comércio e permite cultos em SP

Medida vale a partir de domingo (18), inclusive no Grande ABC. A partir do dia 24, restaurantes, salões de beleza e academias também poderão...

Prefeito Orlando Morando recebe visita do novo comandante da PM no Grande ABC

Durante o encontro com o coronel Gilson Hélio, chefe do Executivo  reafirmou compromisso de intensificar ações integradas entre a GCM e a Polícia Militar. O...

Paulo Serra se torna vice-presidente de Finanças Públicas da Frente Nacional de Prefeitos

Prefeito de Santo André foi eleito nesta quinta-feira em reunião virtual da entidade.   Aumentando seu protagonismo no cenário nacional, não apenas como referência no combate...

Santo André cria lei e condomínios têm o dever de comunicar maus-tratos a animais

De autoria da vereadora Dra. Ana Veterinária, medida é batizada de Lei do CÃOdomínio. Síndicos ou administradores de condomínios residenciais e comerciais de Santo André deverão...

Recent Comments

Open chat
1
Olá 👋
Podemos te ajudar?